Quantas coisas você já deixou de fazer só porque se preocupou tanto com o que todo mundo - ou alguém - acharia, que isso se tornou mais importante que a sua vontade?
É claro que eu estou falando de coisas inofensivas, inclusive para você. Não de escolhas realmente estúpidas (como as ideias de tatuagem que eu tive aos 13 anos, por exemplo. Nesse caso, obrigada, mãe!)
E é aí que está. Precisamos entender quando querem o nosso bem e saber diferenciar essas escolhas burras de escolhas que nos farão algum bem de fato. Eu sei que não sou a única que já fez escolhas de todos os tamanhos por medo da opinião de pessoas próximas, por medo da rejeição.
Não tive tantas pessoas próximas assim ao longo desses vinte e dois anos, mas a maioria delas também tomou decisões que anularam realizações pessoais potencialmente expressivas.
Diferente de outras reflexões, essa aqui surgiu apartir de dois pontos. Primeiro, uma frase me perseguiu no Tumblr e Pinterest essas últimas semanas: ''Your life isn't yours if you always care what others think.'' Quer dizer: ''Sua vida não é sua se você sempre se importa com o que os outros pensam.'' Não sei quem é o autor, mas até anotei no meu bujo, porque será uma das minhas filosofias para 2021. E o segundo ponto foi uma conversa que eu tive com meus pais sobre tatuagem, depois de uma visita de minha avó, que assim como eles, pensa de acordo com a época que cresceram. E eu gosto demais de tatuagens, há anos venho deixando a minha vontade de ter algumas bem explicita, o que não diminui o preconceito deles.
Eu me vi presa num questionamento durante esses dias: Até que ponto eu vou ignorar a minha vontade de anos, que certamente fará muito bem a minha autoestima, obrigada, além de obviamente me agradar muito, porque estou tentando atender expectativas deles? Parece besteira e nesse caso talvez seja, mas isso serve como exemplo pra outras escolhas que eu já fiz até aqui e foi o que me fez questionar até quando é aceitável se anular pra agradar familiares.
16 de dezembro de 2019 eu fui atropelada, não foi um acidente grave, embora tenha me custado mais de um mês sem poder sentar direito e um inchaço das partes extracranianas. E o ponto é: não foi grave mas poderia ter sido. Esse ano nós tivemos uma pandemia e pessoas perderam suas vidas inesperadamente. Assim como já perdiam por outros motivos, acidentes, outras doenças, etc. A questão é que nós não temos uma data marcada pra deixar de existir, pode acontecer a qualquer momento e tudo isso me fez encontrar uma certeza: eu quero que a minha vida seja minha. Sinto muito se não agradar as pessoas que eu amo, mas eu tenho certeza de que amaria elas se elas também tomassem suas decisões pouco ligando pro julgamento alheio. Então eu posso pedir o mesmo, certo?
Recentemente o cantor, ator, compositor e amor da minha vida, Harry Styles fez história se tornando o primeiro homem sozinho sair na capa da Vogue. Você pode ver o photoshoot clicando aqui. E o que isso tem a ver? Ele é uma grande inspiração para esse processo de tomar as rédeas das nossas vontades. Não é a primeira vez que Harry aparece vestido dessa forma e tampouco sua única forma de transbordar liberdade. O ato mais ousado foi o seu disco de estreia, o Harry Styles em 2017. Seu primeiro trabalho solo é intimista e cheio de verdade. Sem músicas pop chiclete/comercial (o que não é uma coisa ruim, só mostra que ele não estava tão preocupado em agradar.) E apesar das críticas de retrógrados desocupados, os números dele só crescem. Arrisco dizer que Harry trouxe um suspiro ao rock, embora ele não seja um roqueiro, não é difícil notar as referências em seu trabalho. Enfim, façamos como o Harry!

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